Carregando...

1930–2024 · Brasília, povo, cotidiano urbano
“Quem quer dinheiro?”
MBA da rua, escola do camelô
Pesquisa Origem-Destino da Codeplan revela que o morador do DF passa em média 91 minutos diários ao volante. É o maior tempo de condução individual do país. E a hora mais silenciosa do dia do brasiliense.
Da invasão ao redor da barragem, na década de 1950, ao Paranoá de hoje, com 52 mil moradores, três shoppings e uma economia que gira R$ 380 milhões por ano. Crônica da transformação urbana mais lenta — e mais dura — do Distrito Federal.
Reportagem-crônica sobre os padrões reais de congestionamento em Brasília. Dados do DER-DF e do Waze mostram que o pior dia da semana não é segunda, como diz o senso comum, mas quarta. O motivo envolve home office parcial, reuniões presenciais concentradas e a estranha matemática do servidor público.
Motorista de app com 200 corridas por semana mapeia o DF de um jeito que nenhuma pesquisa oficial consegue. Asfalto novo, comércio abrindo, humor do passageiro: o termômetro social das ruas.
Com 15.244 habitantes por quilômetro quadrado na área urbana consolidada, Águas Claras ultrapassou os 10.947 de Manhattan e os 13.111 de Copacabana. A cidade foi planejada em 1992 para 200 mil moradores e hoje tem 220 mil — em 90 torres verticais acima de 20 andares, concentradas numa faixa de 2,8 km ao longo da linha do metrô.
Pedaladas, skate, food truck, caixa de som ligada no porta-malas. Uma crônica sobre o encontro noturno que se formou sem convite, sem prefeito, sem cartaz — e que virou o maior ritual cultural espontâneo do Plano Piloto.
Dados do Sebrae-DF mostram que o brasiliense sai de casa em média 40 minutos mais tarde nas sextas de 2026 e fica em pé na rua até depois das duas da manhã. Um motorista de aplicativo, sete anos de banco da frente, conta o que vê quando o relógio marca a virada.
Seu Valdir Costa roda 200 corridas por semana entre Ceilândia, Plano Piloto e Águas Claras. Conta o que o passageiro fala, o que mudou nos bairros e por que a gestão Celina Leão vem aparecendo no banco de trás.
De uma média de 18 mil torcedores em 2007 para 1.870 em 2025. Crônica do esvaziamento de Brasiliense, Gama e Ceilândia — e de uma cidade que esqueceu o próprio futebol.
Toda nova matéria de Silvio Santos chega no seu email. Sem outros colunistas.