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Mercados, políticas econômicas e indicadores financeiros
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Agronegócio respondeu por quase metade das exportações brasileiras em 2025 e segurou superávit recorde de US$ 95 bilhões, segundo dados consolidados de CNA, Secex e Cepea/Esalq.
Goiás embarcou 4,8 bilhões de litros de etanol em 2025, com destino aos Estados Unidos, Coreia do Sul e Holanda. O cerrado é o segundo maior polo canavieiro do país e responde por 11,2 por cento da safra nacional.
O Distrito Federal consome 412 milhões de litros de leite por ano e produz menos de 90 milhões. A pecuária leiteira local sobrevive em 42 propriedades concentradas no Pipiripau, Tabatinga e PAD-DF.
A diferença entre o que a União arrecada de tributo direto da pessoa física e o que devolve em educação, saúde e segurança chega a R$ 820 bilhões. O abismo é estrutural e desafia a noção contratual do pacto fiscal.
A carga tributária sobre bens e serviços no Brasil chega a 49,5 por cento da arrecadação total, contra média de 20,7 por cento da OCDE. Os 10 por cento mais pobres entregam 32 por cento da renda em tributo indireto.
O serviço da dívida federal consumiu R$ 780 bilhões em 2025, mais do que saúde e educação somadas. Com Selic em 14,75 por cento e dívida bruta em 78,9 por cento do PIB, o Brasil chega ao limite do espaço fiscal.
Cada ponto percentual da taxa básica adiciona R$ 65 bilhões à despesa anual com juros. Com Selic em 14,25%, o serviço da dívida consome mais que saúde, educação e segurança somadas.
Cristalina, Luziânia, Unaí e Paracatu formam o cinturão agro que orbita Brasília. Faturam R$ 15 bilhões, geram 240 mil empregos e usam o DF como hub financeiro e logístico.
Big Four, Accenture, Deloitte, consultorias nacionais e boutiques de regulatório empregam 180 mil carteiras assinadas em Brasília. É o setor privado que mais cresce na capital — e o menos compreendido.
BRB Ventures, Biotic, Domo Invest, KPTL e Bossa Nova mantêm operação em Brasília. O motivo é simples: regulação acontece aqui, e GovTech é o segmento que mais cresce no venture capital brasileiro.
O Distrito Federal lidera o ranking de PIB per capita brasileiro desde 2004. Não é petróleo, não é indústria, não é exportação. É algo mais estranho — e estruturalmente difícil de copiar.
Resultado do Banco de Brasília supera em 38% o exercício anterior, ancorado em crédito consignado nacional, parceria com o Flamengo e carteira digital que ultrapassou 8 milhões de clientes fora do Distrito Federal.