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Arte, entretenimento e manifestações culturais
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Em 1907, um baiano de 58 anos entrou numa sala em Haia com 44 países dentro, abriu a boca em francês impecável e saiu dali com um apelido que nenhum brasileiro depois dele voltou a merecer. O resto é o tamanho da queda.
Em 22 de fevereiro de 1942, o escritor mais lido da Europa escolheu morrer numa casa pequena em Petrópolis. Antes disso, escreveu sobre o Brasil aquilo que o Brasil hoje teria coragem de dizer sobre si mesmo.
Crônica provocadora sobre o boom gastronômico silencioso da Asa Norte. Enquanto os cariocas brigam pela primazia do Baixo Leblon, Brasília multiplicou bares de cerveja artesanal, vermutaria e cozinha autoral sem dizer a ninguém. O mapa que ninguém quis publicar.
Ensaio sobre o desaparecimento de um gênero que durante um século foi a coluna vertebral do jornalismo brasileiro. Da última geração — Drummond, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos — para os bytes esquecidos das redações de hoje, um inventário melancólico e ligeiramente irônico.
Quatro décadas depois da primeira edição no Eixo Monumental, a Feira do Livro de Brasília chega a 2026 maior do que nunca, com 184 expositores, 412 mil visitantes esperados e a teimosia das páginas impressas em pleno reinado dos algoritmos.
Em 1862, uma missão do xogunato Tokugawa atravessou a França para adiar a abertura dos portos do Japão. Imagine que o destino daquela negociação coubesse numa única estocada.
Crônica sobre a transformação da vida noturna popular do Distrito Federal. Do bailinho de pagode dos anos 2000 às raves de galpão de 2026, passando pelo funk e pelo brega paraense. O que sobrou, o que morreu, o que renasceu com outro nome.
A cidade que dormia às dez da noite agora abre bar às duas da manhã. A mudança não foi anunciada, não teve plano de governo, não teve manifesto. Aconteceu como acontecem as coisas em Brasília: devagar, e de repente todo mundo já estava lá.
Pesquisa do Sebrae DF aponta R$ 2,8 bilhões em movimentação no setor de bares, restaurantes e casas noturnas em 2025. Asa Norte, Setor Comercial Sul e Águas Claras lideram. A capital projetada para o silêncio aprendeu a fazer barulho.
Dados recentes da Câmara Brasileira do Livro apontam crescimento inesperado no consumo de livros impressos no Distrito Federal. Livrarias independentes, clubes de assinatura e feiras voltaram a movimentar um mercado que há dez anos davam por moribundo. Crônica sobre a teimosia do papel.
A mostra 'Máquinas que Sonham' reúne 120 obras de 34 artistas que usam inteligência artificial como ferramenta criativa. A curadoria separa arte de commodity — e o público está respondendo com filas de 3 horas.
Crônica sobre como a literatura feita em Brasília levou décadas para existir como categoria própria. De Nicolas Behr e o poema-panfleto dos anos 70 ao catálogo contemporâneo do Biscoito Fino, passando por três gerações que aprenderam a escrever sobre uma cidade sem passado.