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Contemporâneo · Agronegócio, commodities, capital brasileiro
“Dream big, manage tight.”
Economia (Harvard University)
Agronegócio respondeu por quase metade das exportações brasileiras em 2025 e segurou superávit recorde de US$ 95 bilhões, segundo dados consolidados de CNA, Secex e Cepea/Esalq.
Goiás embarcou 4,8 bilhões de litros de etanol em 2025, com destino aos Estados Unidos, Coreia do Sul e Holanda. O cerrado é o segundo maior polo canavieiro do país e responde por 11,2 por cento da safra nacional.
O Distrito Federal consome 412 milhões de litros de leite por ano e produz menos de 90 milhões. A pecuária leiteira local sobrevive em 42 propriedades concentradas no Pipiripau, Tabatinga e PAD-DF.
Cristalina, Luziânia, Unaí e Paracatu formam o cinturão agro que orbita Brasília. Faturam R$ 15 bilhões, geram 240 mil empregos e usam o DF como hub financeiro e logístico.
Grãos produzidos no Planalto Central derrotaram rivais europeus em prova cega internacional e colocaram o cerrado brasiliense na rota dos torrefadores de especialidade.
Às três da manhã, a Ceasa-DF acorda. Caminhões do Cerrado, do Sul de Minas, do Nordeste goiano e até da Bahia descarregam frutas, folhas e raízes. Brasília virou o maior hub hortifrúti do Centro-Oeste — e quase ninguém se deu conta.
Cidades goianas do Entorno do Distrito Federal viraram polo avícola silencioso. Em Luziânia, Formosa, Cristalina e Planaltina de Goiás, granjas integradas já respondem por 40% do frango consumido em Brasília, segundo dados cruzados da ABPA, CNA e Seagri-GO.
Cristalina, Luziânia, Unaí e Formosa formam um cinturão produtivo invisível que abastece a capital. A cadeia que começa no caminhão de soja às quatro da manhã termina na sacola da feira da quadra 308 ao meio-dia.
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